domingo, 8 de janeiro de 2012

Os melhores e os piores investimentos de 2011

Imóveis, ouro e renda fixa largam na frente; Ibovespa perde 20% no ano

São Paulo – O ano de 2011 foi marcado pela crise europeia, que desancou as bolsas ao redor do mundo: países sofrendo com grande endividamento, líderes lentos para decidir e até questionamentos sobre a continuidade do euro apavoraram investidores que correram para ativos reais e para a renda fixa. A lenta recuperação americana não ajudou, mas a aversão generalizada ao risco levou o dólar a fechar o ano em alta.
No Brasil, o resultado não poderia ter sido diferente. O Ibovespa sofreu e os grandes destaques do ano foram os imóveis, o ouro e a renda fixa, em especial os seguros títulos públicos. A economia deve crescer cerca de 3%, menos que o esperado inicialmente, mas mesmo assim o mercado interno continua aquecido.
No meio do ano, o Banco Central decidiu iniciar um novo ciclo de queda de juros, surpreendendo o mercado, e recentemente o governo resolveu tomar novas medidas de estímulo ao consumo. A inflação, no entanto, ainda preocupa, e deve fechar o ano acima do teto da meta. Como resultado, as empresas ligadas ao mercado interno brilharam na Bolsa, assim como os títulos atrelados à inflação.
“Esse ranking de investimentos é típico de um ano de crise, em que as pessoas correm para ativos reais, como o ouro ou os imóveis”, comenta Sinara Polycarpo, superintendente de investimentos do Santander. Confira o desempenho dos investimentos no ano, em ordem decrescente de rentabilidade.

Imóveis residenciais
Ouro
Títulos públicos
Fundos de renda fixa
Fundos multimercados
Fundos DI
Dólar
Fundos imobiliários
Poupança
Fundos de ações ativos
Ibovespa
Fundos de Small Caps


Imóveis residenciais: 25%
A valorização média dos imóveis residenciais foi a maior entre os investimentos brasileiros e continuou a ser uma das maiores altas imobiliárias do mundo em 2011. Os imóveis valorizaram em média 25% entre janeiro e novembro, data do último índice FipeZap, que apura os valores dos imóveis em sete capitais brasileiras.
A continuação da euforia tanto se relaciona com o bom momento da economia interna quanto com a aversão dos investidores ao risco da bolsa de valores. Em épocas de crise, o investimento em imóveis costuma ganhar espaço – até investidores estrangeiros vêm aquecendo a demanda por esses ativos no Brasil, principalmente em regiões já muito valorizadas, como a Zona Sul do Rio de Janeiro.
Por aqui, o mercado interno também continuou colaborando para que a demanda fosse maior que a oferta. O crescimento da economia e da renda, a maior oferta de crédito, os incentivos governamentais à habitação popular e os grandes investimentos em infraestrutura foram os principais motores da demanda.
As maiores altas do ano ocorreram no Rio de Janeiro (33,40%), no Recife (27,70%) e em São Paulo (25,20%). No Rio, os investimentos para grandes eventos esportivos, na exploração de petróleo e gás e na pacificação das favelas, bem como a escassez de terrenos em áreas nobres e a grande procura de investidores estrangeiros puxaram os preços para cima. Em Recife, o maior fator é o Porto de Suape, que vem atraindo mão de obra especializada para a cidade.
A alta acentuada nos preços dos imóveis, porém, pode estar perto do fim. A valorização média de 1,4% em novembro foi a menor dos últimos 15 meses. Foi o sétimo mês seguido de desaceleração no ritmo de alta, de acordo com o FipeZap. Mas essa não é uma tendência tão clara. De acordo com a última pesquisa Ibope de preços de imóveis residenciais, ainda não há sinais evidentes de desaceleração na alta dos preços.

Ouro: 20,12%
Como já é típico em anos de crise e incertezas, o ouro registrou novamente este ano uma das maiores altas anuais. A valorização de mais de 20% fez com que 100.000 reais aplicados no metal precioso se tornassem 120.000 reais até 13 de dezembro. Trata-se da busca dos investidores por proteção de seu poder de compra em ativos reais, em um momento de aversão ao risco.
“O preço do ouro praticamente multiplicou por dez nos últimos dez anos, valorizando mais do que o Ibovespa”, lembra Sinara Polycarpo, do Santander. Por ter natureza de diversificação e ser muito arriscado, podendo oscilar bruscamente, o ouro não costuma ser indicado para pessoas físicas. Uma maneira de se beneficiar da alta do metal sem ser prejudicado no caso de uma reversão da crise é aplicar em um fundo de capital protegido atrelado ao ouro, em que o investidor recebe de volta pelo menos o que aplicou.

Leia materia integral no link abaixo.

Fonte: exame

Economista do Secovi-SP analisa futuro do crédito imobiliário

SÃO PAULO – O economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), Celso Petrucci, acredita que a proximidade do fim do ano é um bom momento para avaliar o futuro do financiamento imobiliário.


Segundo ele, estimativas apontam que o ano de 2011 se encerrará com um volume próximo a 1,3 milhão de operações de financiamentos, dos quais 760 mil serão com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e 540 mil oriundos dos recursos da caderneta de poupança.
Para 2013, informa o economista, a Abecip  (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) estima que os recursos da poupança não suportarão uma expansão do crédito imobiliário em níveis de 30% a 40% ao ano, pois seus depósitos têm crescido de 15% a 20% ao ano.
Diante deste cenário e considerando outros pontos, argumenta, deve-se pensar se tanto os agentes financeiros, como os recursos serão suficientes para garantir o crédito imobiliário ou se será atingido o limite possível de operações.
Possibilidades
Para contornar possíveis problemas, Petrucci aponta para a possibilidade de se adotar uma taxa variável nos financiamentos imobiliários, como acontece em outros países, o que, para ele, fará com que seja possível, em um futuro próximo, conviver com financiamentos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) a taxas de juros entre 4,5% e 8,16%; com recursos da poupança com taxas médias entre 9,5% e 10,5% ao ano; e com o uso de recursos oriundos de outras fontes, repassados aos índices do IPCA ou IGP-M + x% ao ano, por exemplo.
“Nesse último caso, inclusive, o governo federal poderia estudar a redução do pagamento dos juros anuais do financiamento na base de cálculos do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física), como forma de incentivo ao comprador”.








Fonte:Por: Gladys Ferraz Magalhães - Infomoney

Estabilidade econômica é um dos fatores que facilitam compra de imóvel próprio


SÃO PAULO – A estabilidade econômica é um dos fatores que facilitam a compra da casa própria, segundo análise da Tibério – empresa atuante no setor imobiliário.
De acordo com a construtora, depois de muitas mudanças, hoje as famílias brasileiras vivem em um novo cenário e podem realizar a compra segura do imóvel, com prazos mais flexíveis e juros acessíveis.
Desde o plano Real, diz a construtora, “é possível planejar com segurança investimentos de médio e longo prazo. Além do que, consumidores podem contar com a facilidade de ter um período mais extenso para o pagamento de suas compras”.
Juros menores
Além disso, a estabilidade econômica trouxe juros menores, sem contar que a TR (Taxa Referencial), que corrige as parcelas da compra da casa própria, não varia conforme a inflação.
Ou seja, ao contrário do que ocorria na década de 80, quando as taxas de inflação chegaram a 80% ao mês, impedindo qualquer aquisição a longo prazo, atualmente as pessoas podem adquirir o seu imóvel e ter a segurança de saber com exatidão os valores das parcelas em todo o período do financiamento. Considerando esse cenário, ressalta a Tibério, “hoje, adquirir um imóvel com segurança e de forma acessível é a nova realidade dos brasileiros”.

Fonte: Por: Gladys Ferraz Magalhães - Infomoney

Pneus velhos viram muros antirruídos para estradas

Depois de muitos estudos sobre o assunto, pesquisadores espanhóis descobriram que por meio de uma técnica de reprocessamento seria possível construir muros antirruído para as laterais de estradas utilizando pneus velhos como matéria-prima ao invés de concreto, como são normalmente.
Segundo matéria publicada no EcoDesenvolvimento, engenheiros desenvolveram uma técnica de confecção desses painéis, o chamado projeto Ekopan, para dar um novo fim para os pneus reciclados e com um gasto mínimo de energia.

Os pesquisadores comprovaram que o material dos pneus velhos produz uma barreira acústica mais eficiente. Sem falar que as barreiras são mais leves, minimizando também os custos de engenharia durante a construção.





Fonte: Greenvana , Por Mariana Montenegro em 26/Dez/2011

Locação anual ou compra de imóvel são boas opções para frequentadores assíduos do litoral


Quem retorna várias vezes ao mesmo destino litorâneo e não tem endereço fixo está à mercê das altas de preços e da disponibilidade dos imóveis a cada temporada.
Suzy Reis passa férias com a família na casa que adquiriu com a irmã em São SebastiãoNo litoral norte de São Paulo nesse período de férias, o locador teve de pagar 47% mais pela diária do imóvel em relação aos preços de 2010. No sul, o aumento foi de 35%. Os dados são do Creci (conselho de corretores)

Na ponta do lápis, a locação de longo prazo ou até a compra de um apartamento (veja ao lado alguns preços pelo Brasil) podem ser vantajosos para o habituê.
Em São Sebastião (a 197 km da Capital), a diária média do dois-quartos sai por R$ 460. Já a locação por mês vale R$ 800. Dessa maneira, 21 dias ao longo do ano no imóvel custam o mesmo que mantê-lo alugado o ano todo.


Por três anos, essa foi a solução adotada pelo advogado Sergio Fagundes, 41, para frequentar a praia de Juqueí. Ao final, acabou por comprar uma casa.
"Se você fizer a conta, o aluguel sairá mais barato. Mas há coisas que o imóvel próprio traz para a pessoa que são difíceis de medir, como a comodidade", avalia o economista Ricardo Almeida.

RODOLFO BLANCATO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Em 4 Meses, Imóvel Valoriza Até 12%

A Tribuna / SP, Marcelo Santos

Os preços dos imóveis novos em Santos continuam subindo neste ano. Segundo levantamento divulgado nesta semana pelo pesquisador imobiliário Robert Michel Zarif, o valor do metro quadrado aumentou entre 6% e 12% de abril para agosto, conforme o número de quartos do apartamento.

De acordo com a pesquisa, a média do metro quadrado dos apartamentos de um quarto foi de R$ 5.495 – uma alta de 6% sobre os R$ 5.182 registrados em abril. Nas unidades de dois dormitórios, o preço do m2 foi de R$ 5.421 em agosto, frente aos R$ 5.012 (alta de 8%) em abril.

Entre os apartamentos de três quartos, o m2 custou R$ 5.533 em agosto, um aumento de 7% sobre os R$ 5.164 em abril. Para quatro dormitórios, o preço do m2 foi de R$ 6.438 contra R$ 5.770 em igual período, uma variação de 12%.

Apesar do percentual mais elevado para os imóveis maiores, a tendência é que a pressão sobre os preços dos apartamentos pequenos aumente devido a uma expectativa de demanda por esse tipo de produto.

O estoque de um quarto em Santos era de apenas 29 unidades em agosto, frente às 275 de quatro dormitórios. Zarif lembra que frente a isso as construtoras estão fazendo vários lançamentos de um quarto.

Os dados divulgados por Zarif não estão separados por bairros. Segundo ele, o metro quadrado das regiões mais caras varia de R$ 9 mil e R$ 10 mil. Considerando-se o m2 de R$ 10 mil, um apartamento de 150 m2 custa R$ 1,5 milhão.

Hoje as áreas mais caras de Santos ficam na Orla, nas proximidades do Canal 3, e na Vila Rica, onde há picos de R$ 11 mil. Mas há preços salgados também em outros trechos da praia, Gonzaga (entre R$ 7 mil e R$ 8 mil), Boqueirão, Pompeia e Ponta Praia.

Mínimo de R$ 5 mil

Conforme a pesquisa, não há unidades novas com m2 abaixo de R$ 5 mil, patamar muito superior ao que era praticado em 2008 e 2009, quando o m2 mais barato estava na faixa dos R$ 3 mil. Portanto, um apartamento de 80 m2 que custava no mínimo R$ 240 mil em 2009 hoje seria vendido por pelo menos R$ 400 mil.

Comparando-se o preço do m2  de agosto último com igual mês de 2009 (não há dados sobre agosto de 2010), o preço dos apartamentos de quatro dormitórios variou 39%. Porém, o percentual dispara à medida que os imóveis ficam menores. Para três quartos, o aumento é de 41% e, para dois, é de 54%. Os de um dormitório ficaram 57% mais caros.

Na edição de domingo, A Tribuna publicou que as construtoras estão compactando os apartamentos, vendendo-os com preço final mais barato sem reduzir o valor do metro quadrado para compensar a desaceleração da comercialização dos imóveis de alto padrão de três e quatro dormitórios.

Crédito aquece mercado

Os números da Caixa Econômica Federal na Baixada Santista, acostumada às média e baixa rendas, indicam que a forte demanda continua imperando nessas faixas.

O gerente regional de Construção Civil do banco, Sidney Soares Filho, diz que a instituição assinou R$ 800 milhões em crédito imobiliário na região no ano passado.

Entre janeiro e outubro deste ano, já tinham sido contratados R$ 600 milhões. "Chegando dezembro deveremos atingir esses mesmos R$ 800 milhões", afirma Soares Filho.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Iluminação de Natal pode ser sinônimo de incêndio


Casa Iluminada Natal

A competição pelo trecho de calçada melhor iluminado pode acabar em tragédia, alerta a Abracopel.


Uso de lâmpadas para a decoração podem ocasionar graves acidentes. O uso da eletricidade deve sempre ser acompanhado e orientado por profissionais habilitados.

São Paulo - Chegou o mês quando as casas e as ruas das cidades começam a receber as iluminações alusivas ao Natal. Com as facilidades e a tecnologia, esta arrumação trouxe a competição pelo ambiente mais iluminado, os enfeites mais bonitos e a decoração com maior destaque. “Mas é aí que mora o perigo”, alerta a Associação Brasileira de Conscientização sobre os Perigos da Eletricidade (Abracopel)
“O uso de lâmpadas para a decoração, sejam elas as minis ou normais, LEDs ou incandescentes podem ocasionar graves acidentes, desconhecidos por muitos. O uso da eletricidade deve sempre ser acompanhado e orientado por profissionais habilitados, mas, infelizmente, não é sempre que isto acontece”, comenta a Abracopel. Para ilustrar os perigos escondidos pelo colorido e o brilho das luzes decorativas, a associação reproduz uma situação que classifica como comum.
“Compramos várias caixas de mini-lâmpadas, de procedência duvidosa, sem certificação alguma, com instruções em língua que desconhecemos. Amarramos estas lâmpadas na árvore da frente da casa. O primeiro risco é que as mini-lâmpadas podem não ser específicas para uso externo. No ponto de conexão, inserimos uma na outra, pois o fabricante já produziu o plug de forma a permitir esta prática. Para alimentá-las, usamos uma extensão sem condutor de proteção (fio terra), que também não possui certificação”.
No segundo momento, lembra a Abracopel, “a extensão passará por todo o jardim, até chegar à sala e alcançar uma tomada de dois pólos, portanto, sem a proteção do fio terra. A carga instalada, formada pelo número de lâmpadas, não foi dimensionada para o fio que a alimenta (extensão), tão pouco para a tomada que está sendo utilizada. E está instalada a situação de perigo”, alerta a associação.
“O primeiro perigo - a sobrecarga - pode iniciar um pequeno incêndio, passível de, em poucos minutos, transformar-se em tragédia. A segunda ameaça, tão perigosa quanto a primeira, está no choque elétrico, pois os ambientes estão expostos a umidade, e nisto todos concordamos: eletricidade e água não são uma combinação correta”.
Reforçando o alerta, a Abracopel lembra que todos os ambientes - jardins, árvores, cabos poderão causar um choque elétrico com potência para matar pessoas. “Por isto, pense muito bem antes de instalar seus enfeites de Natal. Procure um profissional habilitado com conhecimento de todas as tecnologias atuais, peça um projeto que garanta a segurança de todos e somente use produtos certificados e dentro das normas técnicas brasileiras. Cuide da sua vida e as de seus amigos e parentes. Só assim você terá um Natal realmente iluminado e seguro”, finaliza a Associação Brasileira de Conscientização sobre os Perigos da Eletricidade (Abracopel)